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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Braganino

Ontem matando a saudade de assistir a um jogo de futebol com meu pai que, por sinal tem dito ter abandonado o futebol repetidamente a 12 anos, me lembrei de uma tarde muito engraçada em Atenas. Em todo lugar que estivemos a resposta a "você é brasileiro?" sempre vinha seguida de um desconfortante "yeah, I know Ronaldinho". Um saco. Mas no Monastikari, o bairro charmoso abaixo da Acrópole, o dono do restaurante respondeu: "yeah, I know Braganino". E olha que o time paulista do Bragantino nem sequer joga mais na primeira divisão!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

a nossa Atenas

Nós dois e Costas
Uma semana em Atenas e já ficamos amigos do garçom. Será que foi porque não ficamos nem um dia sem bater ponto no Neon Bar Gril & Restaurante? Pode ser, mas Costas (leia-se: Côstas, mas com o "s" em estilo carioca) é o melhor garçon que já conheci.
Bem representa o estilo dos atenienses: em geral, ficam felizes ao ouvir que somos do Brasil e parecem mais atenciosos ainda, além de terem esse jeito que eu sempre achei que era coisa de brasileiro/latino de pegar intimidade muito fácil.
Tínhamos dois garçons amigos no Bar do Véio - Roni e Marlon - que quando nos viam, de longe já perguntavam: "hoje vai de chopp ou de Brahma?" Confesso que deu até uma emoção no dia que chegamos no Neon e Costas perguntou: "duas Mythos?"
Na despedida, trocamos e-mail e endereço. Dindi estava um pouco envergonhado quando falei com Costas que queria tirar uma foto com ele, mas ele ficou tão feliz e pediu para, ao invés de uma, tirarmos logo umas três. Ah, aí acho que a vergonha passou. Estranho como é mais difícil se despedir de alguns lugares do que de outros.

terça-feira, 7 de junho de 2011

vida de grego

Na Acrópole
Dois dias na Grécia, mas hoje me confundi, achando que já eram quatro.
Ontem passamos horas na Acrópole e foi uma das coisas mais incríveis que já vi. Milhões de turistas, às vezes até difícil de achar um bom ângulo para uma foto, ou para ficar horas olhando sem ser incomodada por aquele guia chato e sem noção de toda hora. E muito, muito quente. Agora, definitivamente, já me lembro de como é o calor do Brasil. Aliás, Atenas me fez lembrar ainda mais do Brasil do que várias lugares da Itália. O jeito descontraído e mais "relaxado" das pessoas, o trânsito meio insano, as manifestações... na verdade, me lembrou Belo Horizonte.  Ah, claro, com a diferença de que Belo Horizonte tem pouco mais de cem anos enquanto Atenas... de vários lugares daqui se vê o imenso rochedo que fica no ponto mais alto da cidade, com as ruínas da Acrópole. Uma visão incrível.
Dindi, tentando decifrar o que dizia a placa
A única coisa que tenho achado ruim é a língua. Apesar de todo mundo falar ao menos um pouquinho de inglês, muitas vezes ficamos com vontade de conversar  mais com as pessoas - os gregos são tão, mas tão legais que dá vontade de virar logo amigo de infância! Mas falar grego... nada fácil. Aprendemos as palavras básicas (obrigada, por favor, bom dia, oi...), mas pela primeira vez na vida, fiquei triste por nunca ter estudado grego.
Eu já esperava que essa parte da viagem seria ótima, mas minhas expectativas estavam longe de serem tão altas.