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quarta-feira, 28 de março de 2012

"kefi"

Ontem, no meio de uma tarde sem muitas atividades, acabamos vendo um filme chamado Falando Grego (My life in ruins, título original). No início parecia razoável, algumas piadas engraçadinhas aqui ou ali. Mas a quantidade de esteriótipos de todo tipo foi aumentando em progressão geométrica e minha paciência - que não tem sido a maior do mundo nos últimos tempos - foi se esgotando.

Em quase todos os quarteirões do Monasticari, em Atenas, existe uma mesa
 na calçada com um grupo de homens jogando e bebendo café gelado.
Mas a síndrome de Poliana (que às vezes insiste em me atacar) fez com que eu encontrasse alguns pontos positivos na dita película. Um deles foi ver certos cenários da Grécia, que parecem ser montagens feitas para o cinema... Outro, foi relembrar o jeito dos gregos que, talvez por lembrarem um pouquinho os brasileiros, fizeram com que nos sentíssemos tão bem durante nossa estadia por lá.
O entusiasmo e a paixão que alimentam o espírito dos gregos é chamado de kefi. Se você não é uma pessoa, digamos, dionisíaca... você não tem kefi ou ainda não o encontrou. A música, a dança, a boa comida, uma pausa no trabalho para um bom café... coisas importantes para um grego que se preze e que queira manter sempre aceso seu kefi.


Música e dança grega.

Sempre pode ser uma boa hora para aproveitar a vida. Eis o kefi!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dublagem

De volta a Berlim depois de 11 horas num ônibus polonês. Quatro filmes dublados. Sabem como é ouvir a mesma voz 11 horas seguidas? Pois é, não é só em Portugal que existem "coisas de Português". Aliás, o tipo de dublagem que é feito na Polônia supera todas as brilhantes ideias que Manuel e Joaquim já devem ter tido na vida!

Entenderam? Só existe uma voz para todos os personagens! Detalhes importantes: o tom da voz é sempre o mesmo (não importa se a frase no filme é dita de forma sensual, histérica ou se é só um sussurro). A voz utilizada nas dublagens também é sempre a mesma. Ou seja: esse moço aí é conhecido de longa data por qualquer ouvido polonês.
Dá para entender? Apesar do desconforto da longa viagem, chegamos sãos e salvos em Berlim. Mas tive pesadelos com essa voz.