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sábado, 18 de fevereiro de 2012

quanto vale?

Viajar sem dinheiro sobrando implica em economia em tudo o que mais pesa no bolso. A hospedagem é, sem dúvida, um dos principais gastos - e também o mais difícil de ser cortado. Coincidência ou não, gostamos mais de todos os lugares que nos hospedamos em lugares bacanas e menos quando economizamos muito.
Com a mesma média de gastos por diária ficamos em lugares muito diferentes... o que nos fez aprender algumas coisas:
* se você já passou da adolescência ou não está viajando sozinho, não perca tempo com albergues. Caso contrário, pode ser uma boa opção. Dê preferência para quartos com um número menor de pessoas. Para casais, na maioria das vezes o preço já não é tão bom... Além do risco de experiências quase traumáticas como foi o nosso caso em um albergue em Florença. Quando a cidade/país é mais caro, vale a pena ficar em uma área um pouco mais afastada das super atrações turísticas. A diferença do preço e da qualidade compensa a caminhada.
* o preço da hospedagem é uma ótima referência para saber sobre os preços gerais de uma cidade. Já tinha ouvido que a Polônia era um país barato, mas achei que era pegadinha quando chegamos no apart-hotel reservado pela internet. Acreditem: o preço da diária para um apartamento cinco estrelas (com direito a tapete vermelho na entrada, pessoas carregando minha mala e me chamando de madame) era exatamente o mesmo que pagamos para ficar no albergue mais tosco do mundo em Florença.
* procure alguma referência sobre pessoas que já se hospedaram onde você pretende ficar. Não é difícil achar comentários sobre a maioria dos hotéis/albergues/pensões em sites como o Trip Advisor e o Booking.
* uma opção entre o hotel e o albergue: B&B - bed and breakfast. Às vezes é mais parecido com uma pousada, às vezes com uma pensão. Como diz o nome (cama e café da manhã) é um tipo de estadia mais simples do que os hotéis e, muitas vezes, o banheiro é compartilhado. A/o dona/o da casa geralmente mora lá, e geralmente eles são uma ótima fonte de dicas sobre a cidade!

sábado, 25 de junho de 2011

com uns "mils" no bolso

Quem aí se lembra da época da alta inflação no Brasil, quando de manhã um cafezinho no bar da esquina custava mil e no final da tarde custava mil e trezentos? Pois é, eu ainda era criança e isso, é claro, não era um problema para mim. Mas desde quando chegamos em Budapeste, tem sido difícil fazer tantas contas. Na Hungria, a inflação não é o "monstro" que era no Brasil. Na verdade, nem sei se chega a ser um problema. O problema é que o Florim Húngaro não tem muita força: um real equivale a 118 florins! E como nosso dinheiro está todo em euros, a conversão fica ainda mais injusta: um eurinho vira mais de 260 florins!
Assim que descemos do ônibus vindo de Viena para cá, fomos em um caixa eletrônico. Opções de saque: 5.000, 10.000, 20.000, 50.000 ou 100.000. Óh céus, quanto zero! Sacamos 20 mil: uma nota de 10 (mil) e duas de 5 (mil). Confesso que na hora me deu um certo medo - "nossa, a gente com esse dinheirão todo, carregando essas malas tão pesadas... devíamos pegar um táxi ao invés de um metrô". Mas nem era tanto dinheiro assim.
Mais difícil do que ficar fazendo a conversão o tempo todo, é "reacostumar o cérebro" para conseguir ver que, por exemplo, uma cerveja a 300 florins é uma pechincha! Um quilo de cerejas por 350 florins, nem se fala! Principalmente depois de ter morado um tempo em Dublin, onde tudo é tão caro, estar em um lugar com preços tão "honestos" é estar no paraíso. Um dos motivos que fez com que mudássemos a rota da nossa viagem: os cinco dias que planejávamos ficar vão ser quase multiplicados por dois. Tiramos Munique dos planos para ter mais tempo em Budapeste. Outra conversão na qual saímos ganhando.