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domingo, 29 de abril de 2012

tudo novo de novo

Quem aí já se mudou para uma cidade sem conhecê-la? Pois ontem à noite, chegamos, pela primeira vez, na cidade que agora vai ser o nosso lar. Pela segunda vez em nossas vidas, nos mudamos para um lugar onde nunca estivemos antes.
Quando fomos de mala e cuia para a Irlanda, chegamos em Dublin com um milhão de expectativas, mas sabendo que - antes ou depois do prazo que tínhamos em mente - voltaríamos para o Brasil. Mais especificamente, para Minas Gerais.
Agora, várias diferenças: chegamos em Picos, no Piauí, com mais dúvidas - que lojas existem por lá? como vai ser para alugar uma casa/apartamento? como é a cidade? - mas com mais certeza de que chegamos para ficar por um tempo beeem mais longo.
Ainda não vimos quase nada da cidade, mas a primeira impressão, apesar de bem ligeira, foi boa. Agora, a expectativa pelo início do trabalho na universidade e pela busca do nosso futuro lar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

planos não planejados

Antes de voltarmos, falávamos sempre um para o outro que não pararíamos de escrever aqui. Agora, pensamos ainda no quanto queremos escrever, mas como, muitas vezes, os "deveres" do dia-a-dia nos impedem de levar esse plano a cabo.
E são mesmo os planos que passam pela minha cabeça nesse momento. Ele sabia que queria dar aulas de inglês quando voltássemos. Eu não sabia tanto assim. Das poucas coisas que eu achava que sabia, descobri que umas tantas estavam erradas. Por exemplo, que passaríamos as festas de final de ano com nossas famílias, que provavelmente ficaríamos algum tempo sem viajar.
E lá vamos nós, para o Piauí. Passagem (de ida) comprada, alguns hotéis reservados, e a sociologia e a filosofia - há algum tempo afastadas do nosso convívio - são o tema absoluto desses nossos dias. A ideia que me assustava no início, me aparece agora como uma feliz possibilidade. 
O que me impulsiona? A herança do sangue cigano, que tem dificuldades de se estabelecer em um só lugar, ou a herança do sangue nordestino, que me leva para climas sertanejos. Ou simplesmente a vontade de recomeçar não em algum lugar - como seria em Belo Horizonte -, mas com algum lugar.
Seja lá o que for... por um mês ou, quem sabe, mais do que isso... em breve, os dois "aqui" vão mandar notícias do Piauí.
Em Bruges, na Bélgica
Acreditem, ainda não vimos a maioria de
nossas fotos. Ontem, "descobri" esta.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

a casa da semana

Sem casa, sem endereço. Cada vez que vamos de um país para outro, é como se mudássemos de casa. E hoje, nos mudamos outra vez. De Istambul, para Viena.
A impressão que tenho é que o avião que nos trouxe de lá para cá atravessou um universo paralelo e agora estamos, por assim dizer, em outro mundo. Da confusão de Istambul, para a beleza tão pacífica e amigável da Áustria.
Chegamos, depois de uma longa e desconfortável viagem. Mas como valeu a pena!
Viena, nosso lar por alguns dias. Depois de apenas umas poucas horas aqui, já me pergunto porque temos tão pouco tempo, porque não meses ao invés de dias.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

(re)começando

Quando o dia amanhecer no Brasil e alguém, por vontade ou acaso, ler esse texto... ao que tudo indica estaremos em Veneza! Será o ponto de partida de quatro meses de viagem.
Outra mudança e outro começo.
Quando saímos de Belo Horizonte, onde tínhamos tudo "pronto" para começar do zero na Irlanda, confesso que, apesar das várias dificuldades, tive uma sensação boa ao descobrir que a ideia de pertencimento é mesmo apenas uma ideia, um sentimento, e não algo físico. E sinto de forma muito profunda meu pertencimento à Belo Horizonte, à Minas Gerais, ao Brasil. Mas, definitivamente, não é nada físico, algo que me impeça o movimento -  como uma árvore que não pode "apreciar a vista" da outra esquina.
Apesar de estarmos, outra vez, deixando nossos empregos, apartamento, roupas e et ceteras para trás, a sensação que tenho agora é bastante diferente. Quando chegamos na Irlanda restabelecemos uma rotina e, mesmo sendo tudo muito diferente do Brasil, ainda assim era uma rotina. Ainda tínhamos uma casa, endereço, celular, conta no banco, horários, compromissos... Claro que não tão simples assim, mas de certa forma trocamos uma rotina por outra. E de hoje até setembro não teremos mais nada disso. Ah, que sublime a sensação de tirar a bateria do celular e de guardá-lo no fundo da mala! Sem compromissos, sem horários, sem chamadas inesperadas.
Enfim... esses dois não estão mais em Dublin. Estão aqui e ali.