Viena foi uma feliz surpresa no nosso percurso. Se antes de começar a ler sobre os países da Europa eu tivesse que já escolher onde queria ir, com certeza a Áustria ficaria de fora. Felizmente, uma viagem não se faz sem planejamento, e seria um grande erro se não tivéssemos passado por esse destino.
Foi em Viena que entendi o que é o tal do "primeiro mundo". Ontem, vimos dois amigos discutindo porque um deles atravessou a rua sem que o sinal de pedestres estivesse aberto. Detalhe: a rua estava completamente deserta, nenhum carro à vista. Então, por que esperar pelo sinal? Talvez pelo simples fato de se existe uma lei, ela tem que ser seguida para que tudo funcione bem.
Além da ordem, limpeza, organização, educação e etcs, a cidade tem milhões de pontos turísticos e coisas para se fazer. Fomos comemorar nosso aniversário de namoro (pois é, todo mês comemoramos, até hoje) em um dos mais tradicionais eventos da cidade: a ópera! O enorme - e lindo - prédio da Ópera de Viena, sedia espetáculos musicais (concertos, balés e, claro, óperas) todos os dias. O ingresso mais caro custa, mais ou menos, 200 euros. Mas quem, como nós, ainda conta as moedinhas não precisa ficar de fora, porque o ingresso mais barato custa só 3 eurinhos! Quem não quer gastar absolutamente nada também tem vez: durante o verão todas as apresentações são transmitidas ao vivo em um enorme telão colocado na lateral do prédio, juntamente com várias cadeiras. Impossível reclamar!
| Uma parte da fachada do Teatro da Ópera |
| No Teatro da Ópera - finalmente pudemos usar nossas roupas "chiques" que estavam mofando na mala desde que viemos do Brasil. |
*a valsa vienense: o título não se encaixa muito com o texto, eu sei. Mas há muito tempo descobri que Viena deveria ter alguma relação com música por causa de um verso do poema José, do Drummond. Eu só não imaginava que a atmosfera musical da cidade fosse tão forte, tão viva. Depois de conhecer Viena, fiquei com a sensação de ter conseguido entender um pouco mais o poema.
[...] Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você cansasse,
se você morresse
Mas você não morre,
você é duro, José! [...]
| Memorial Mozart, no Buggarten - um dos jardins do antigo palácio dos Habsburgos. |
Voces estão lindos na foto
ResponderExcluirUm Bjão
Waguimm